28/12/2011

"A Baronesa" a primeira locomotiva do Brasil


A Baronesa é o nome da locomotiva da primeira estrada de ferro do Brasil, que ligava o litoral fluminense a Petrópolis, por iniciativa de Irineu Evangelista de Sousa, o Visconde de Mauá, responsável por muitas outras ações importantes para o Brasil império, que começava a respirar ares de desenvolvimento e industrialização.



"A "Baroneza", foi a primeira locomotiva a vapor no
Brasil e a única transformada em monumento cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, circulou pela primeira vez em 30 de abril de 1854, com a presença da Comitiva Imperial quando foi inaugurada a E.F. Petrópolis entre Mauá e Fragoso, fundada por Irineu Evangelista de Souza, Visconde e Barão de Mauá. Foi no ato de inauguração da nossa primeira ferrovia que o Imperador Dom Pedro II batizou de "Baroneza" a locomotiva, em homenagem à esposa do Barão, Dona Maria Joaquina, e foi nesta oportunidade também, que o Imperador conferiu a Irineu Evangelista de Sousa o título de Barão de Mauá.


Está hoje no Museu Ferroviário do Engenho de Dentro, da RFFSA, localizado no Rio de Janeiro. Após servir o Imperador Pedro II, por muitos anos, foi retirada de tráfego em 1884, voltando a serviço algum tempo depois, para transportar um visitante ilustre, o Rei Alberto da Bélgica.


 É um dos modelos mais antigos de máquina a vapor que se conhece, tendo sido incorporada ao patrimônio nacional em 20 de abril de 1954, data do seu centenário, e desativada em 1957 com o surgimento da RFFSA. A "Baroneza", por seu importante papel como pioneira no campo ferroviário do Brasil, transformou-se também em um importante marco da história do ferroviarismo mundial. Foi construída em 1852 por Willian Fair Bairns & Sons, em Manchester, Inglaterra.

No ano seguinte, o Barão de Mauá comprou-a, colocando-a em tráfego no dia 30 de abril de 1853, na E.F. Petrópolis, que Dom Pedro chamou de E.F. Mauá. Originariamente, pertenceu à Companhia de Navegação a Vapor, passando, com a concorrência da E.F. Dom Pedro II, que se tornaria a E.F. Central do Brasil à propriedade da E.F. Príncipe do Grão-Pará, que teve vida efêmera. Foi, finalmente, incorporada ao acervo da extinta The Leopoldina, mais tarde absorvida pela RFFSA. A "Baroneza" tem 7 metros e meio de comprimento, 2 e meio de largura e 3 e 40 cm de altura e pesa cerca de 17 toneladas. Possui duas rodas-guia de 1m29cm e uma roda-motriz de 1m50cm, com cilindros de 0,279mm de diâmetro e curso de 381 mm. Tem duas chaminés, um farol e dois estribos. Além da beleza dos seus cobres polidos, desperta invulgar interesse por seu valor como peça histórica, pois existem apenas dois exemplares no mundo, um no Brasil e outro na Inglaterra."

Fonte: Wikipédia

10 comentários:

  1. O Brasil "quebrou a cara", quando resolveu sucatear sua estrutura ferroviária?
    As chamadas "décadas perdidas" são o resultado da opção errada pelo caótico transporte rodoviário?
    Como pode um país que não tinha produção petrolífera significativa optar pelo transporte movido a petróleo? O barato saiu caro?
    Perdeu a segurança nas estradas?
    Perdeu o meio ambiente?
    Perdeu os cofres públicos?
    Perdeu o povo brasileiro?
    O negócio agora é correr atrás do prejuízo?
    História e modernização, é a palavra de ordem?

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  2. Muitas perguntas, e a mesma resposta: Sim! Exatamente isso!

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  3. O texto ficou muito bom,mais perceba que no primeiro texto você escreveu "Irineu Evangelista de Souza" com Z e quando você escreveu o nome dele pela segunda vez,escreveu Irineu Evangelista de Sousa com S sabendo que o sobrenome correto dele é com Z. Muito obrigado,Grato.

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  4. Ela pertence a primeira geração de locomotivas a vapor. Nota-se a ausência de limpa trilhos, de vagão tender e de cabine, expondo os operadores ao sol e a chuva. Tudo isso melhorou com a segunda geração de locomotivas a vapor. Na verdade, em 1852, já haviam no mundo locomotivas de segunda geração, com cabine, limpa trilhos, vagão tender, melhor articulação das rodas etc, mas o Brasil, como sempre, chega atrasado.... Houve ainda uma terceira geração de locomotivas a vapor, com vapor superaquecido, maior velocidade e tração, mas aí vieram as elétricas e diesel elétricas.

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  5. Porque o Barão de Mauá, Irineu Evangelista de Souza, empresário que construiu a primeira estrada de ferro no Brasil, quis homenagear sua esposa, a Baroneza de Mauá.

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  7. porque esse trem se chama assim

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